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Símbolo da Optometria

O Caduceu ou emblema de Hermes, Símbolo da Optometria, é formado por um bastão entrelaçado com duas serpentes, cuja parte superior é adornada com duas asas. Para simbolizar a Profissão do Optometrista, no globo dourado no cimo AUR que representa a luz equilibrada, escolheu-se o olho para unido, concretizar a insígnia do Kerykeion (caduceu, em grego), símbolo da visão, da qualidade de um arauto e da eficácia, atribuído a quem iria realizar a vontade divina.

O Bastão representa o poder, simbolizando a autoridade digna dos deuses. As duas serpentes simbolizam a sabedoria, isto é, o quanto se deve estudar antes de agir e as asas representa a predominância de pensamentos elevados.

Na mitologia grega, Hermes era conhecido como Mercúrio, o Deus Romano. Era um dos 12 deuses do Olimpo. Filho de Zeus e de Maia, nasceu em uma caverna da Arcádia, revelando logo extraordinária inteligência. Conseguiu livrar-se das fraldas e foi à Tessália, onde roubou parte do rebanho de Admeto guardado por seu irmão Apolo, escondendo o gado em Pilos, na Messênia. A seguir voltou para o berço, como se nada tivesse acontecido. Quando Apolo descobriu o roubo, conduziu Hermes diante de Zeus, que o obrigou a devolver os animais. Apolo, no entanto, encantou-se com o som da lira que Hermes inventara de um casco de tartaruga, deu-lhe em troca o gado e o caduceu recebido por Zeus, contendo substâncias que entorpeciam as pessoas, além de conceder sabedoria ao seu detentor, símbolo dos mensageiros. Mais tarde, a genialidade de Hermes se confirma com a invenção da siringe (flauta de Pã), em troca dela Apolo lhe entregou o dom da adivinhação.

Divindade muito antiga, Hermes era invocado, a princípio, como deus dos pastores e protetor dos rebanhos, dos cavalos e animais selvagens; mais tarde tornou-se deus dos viajantes, e em sua homenagem foram erguidas estátuas à beira das estradas. Posteriormente, Hermes tornou-se deus do comércio; para proteger compradores e vendedores, inventou a balança. Hermes era quem guiava as almas dos heróis ou pessoas importantes até o rio Estige, lugar que ligava o reino dos vivos com o reino dos mortos. Também, considerado o símbolo divino da eloqüência e patrono dos esportistas, geralmente mostrado falando com um braço levantado para ênfase e movimento. Era habitualmente representado por um capacete com asas, usando um vestiário. que indica a versatilidade dos viajantes, pastores, trabalhadores, sandálias aladas e traz na mão seu principal símbolo, o caduceu.

Portanto, o Caduceu significa a capacidade, a inteligência associada ao equilíbrio moral, ao caminho de iniciação e ao caminho de ascensão da sabedoria, e compreende-se por que é usado como símbolo da profissão optometria, uma vez que: o bastão representa o poder de quem conhece a Ciência Optométrica; as duas serpentes opostas figuram forças contrárias que podem se associar, mas não se confundir, isto é, o quanto se deve estudar antes de agir, para escolher o caminho correto; as asas figuram a diligência, ou seja, a presteza, a solicitude, a dedicação e o cuidado ao exercer a profissão; o olho, representa o sentido da visão, sua velocidade em captar as informações e aprimorar a percepção do mundo, sua importância para a vida. Porém, é freqüentemente confundido com o símbolo da medicina, que é representado pelo bordão de Esculápio ou caduceu de Asclépio. O símbolo médico não deve ser representado com asas, e possui uma serpente com duas curvaturas à esquerda e uma à direita. Assim, todo símbolo pode ser estilizado, porém não pode ser substituído por outro.

Por fim, cabe destacar a sugestão, um tanto extremista, porém poética, do Dr. Chester Pheiffer, OD (Doctor of Optometry), DOM (Doctor of Oriental Medicine), PhD (Doctor of Philosophy - Doctorate Degree), FAAO (Fellow of the American Academy of Optometry) em Optometria, natural de Tahlequah / Oklahoma (USA) sugere que: “A Optometria foi criada quando foi pronunciado: “Faça-Se a Luz” (Gênesis 1:3)”. Recordando, ainda a trajetória histórica do seu surgimento, e completando as informações da simbologia adotada, sua existência legal ocorre desde 1897, ou seja, há 110 anos, na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

Referências:

CHEVALIER J, GHEERBRANT, A. Dicionário de símbolos, 2.ed. (trad.). Rio de Janeiro, José Olympio Ed., 1989.
ERNOUT, A. & MEILLET, A.: Dictionnaire étymologique de la langue latine. Histoire des mots, 4.ed. Paris, Ed. Klincksieck, 1979.
FOWDEN, G. The Egyptian Hermes. New Jersey, Princeton University Press, 1993

 

 

 

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